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PM não foi consultada sobre escolta policial a ex-prefeitos, diz secretário de Doria

Do Uol:

O secretário municipal de Governo da gestão João Doria (PSDB), Júlio Semeghini, admitiu nesta quinta-feira (8) que a prefeitura não consultou a Polícia Militar sobre o decreto que estabelece o deslocamento de até quatro PMs por um ano para a segurança de ex-prefeitos, cônjuges e filhos.

“A PM não foi consultada, não fizemos consulta oficial à PM, foi uma decisão interna da secretaria, do nosso governo, com o quadro que trabalha na nossa prefeitura”, disse Semeghini. Questionado se a consulta havia sido então informal, afirmou que “não houve consulta”.

Nesta quarta, a PM emitiu uma nota após Semeghini ter afirmado ao jornal “Folha de S.Paulo” que o decreto havia sido uma ideia dos policiaismilitares que atuam na prefeitura –os PMs estão lotados em um órgão vinculado à Secretaria de Governo que conta com membros do serviço ativo da Polícia Militar.

Com o decreto, João Doria seria o primeiro prefeito a ser beneficiado com a medida. Como pré-candidato ao governo do Estado e a necessidade de deixar o posto para disputar o cargo, Doria poderia, eventualmente, se beneficiar da medida já em abril –prazo legal para a desincompatibilização do posto.

Após a contradição e duas ações na Justiça contra o decreto, Doria recuou na noite de quarta e alterou o documento —que agora prevê que a escolta de PMs a ex-prefeitos ocorra a partir do próximo prefeito eleito. Na prática, portanto, o decreto valeria a partir de 1º de janeiro de 2025.

Semeghini falou com a imprensa nesta quinta após uma entrevista coletiva em que a prefeitura anunciou uma PPP (Parceria Público Privada) para iluminação pública.

O prefeito foi questionado três vezes na coletiva sobre o decreto, mas esquivou-se. “Isso quem vai falar ao final é o secretário de Governo, Júlio Semeghini.” Ao deixar o local cercado por seguranças, Doria foi novamente questionado sobre a decisão, mas saiu sem responder.

O secretário afirmou que “o mérito do decreto é importante” no contexto de segurança e de transição de prefeitos. Ele afirmou ainda que o prefeito “não legislou em causa própria” ao publicar o decreto.

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Prem Baba e Doria