PM presa por morte de soldado alegou sequestro antes de virar suspeita; saiba os detalhes

A soldado Júlia Natália Girão Gomes, da Polícia Militar do Ceará, passou de suposta vítima de sequestro a principal suspeita pela morte do colega de batalhão Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos. Ela e o marido, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, estão presos desde o dia do crime. O corpo de Raphael foi encontrado carbonizado dentro de um carro no bairro Ancuri, em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza. Com informações do G1.
Júlia afirmou aos investigadores que pediu uma carona ao soldado após o expediente e que criminosos abordaram os dois, mataram Raphael e a levaram amarrada no porta-malas de outro veículo. Horas depois, ela saiu de uma área de mata em Aquiraz e pediu socorro a moradores. A polícia apontou contradições no relato e identificou imagens que mostram a soldado em uma oficina do marido e o casal deixando a filha na escola no horário em que ela disse estar amarrada no matagal.
A Polícia Civil autuou Júlia em flagrante por homicídio. A Secretaria da Segurança Pública informou que a perícia encontrou lesões de arma de fogo feitas enquanto Raphael ainda estava vivo, antes da carbonização do corpo. Júlia já respondia por estelionato, lavagem ou ocultação de bens e organização criminosa; Antoneudo é investigado por ligação com o homicídio e permanece detido por um mandado de prisão de outro processo, que corre sob sigilo.
