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Três pessoas em crise psiquiátrica morrem em ações da PM em menos de duas semanas

Policial durante abordagem a mulher armada com faca na Zona Oeste de São Paulo
Policiais militares abordam mulher armada com faca na Zona Oeste de São Paulo. Foto: Reprodução

Três pessoas morreram em ações da Polícia Militar de São Paulo durante crises psiquiátricas em menos de duas semanas. Os casos de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, Camila Pereira da Silva, de 32, e Antônio Nunes Batista, de 40, levaram familiares e especialistas a cobrarem treinamento específico e integração entre policiais, saúde e assistência social.

Gustavo morreu em Moema após quatro PMs atenderem uma ocorrência de tentativa de suicídio. Os agentes dispararam 45 vezes em menos de cinco segundos e atingiram o jovem com 27 tiros depois que ele apontou um celular na direção da equipe. Antônio, que tinha histórico de esquizofrenia e vivia em situação de rua, recebeu 24 tiros durante uma abordagem na Zona Norte. Camila portava uma faca quando um policial atirou contra ela no peito; o agente chegou a ser preso em flagrante por uso desproporcional da força, mas obteve liberdade provisória.

“Independente de classe social ou de renda ou isso ou aquilo, ninguém merece morrer dessa forma”, disse José Nunes Batista, irmão de Antônio. Após os episódios, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que vai reunir o comando da PM para rever procedimentos e treinamento. Especialistas defendem que ocorrências desse tipo priorizem negociação e armas de menor potencial ofensivo, com apoio de equipes médicas.