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PMs são indiciados por atuar como segurança de diretores da Transwolff ligados ao PCC

Ônibus da Transwolff operavam 133 linhas de ônibus – Foto: Divulgação/Transwolff

A Corregedoria da Polícia Militar concluiu nesta segunda-feira (25) o inquérito que investigou a atuação de policiais militares em esquema de segurança privada para diretores da Transwolff, apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Foram indiciados o capitão Alexandre Paulino Vieira, os sargentos Nereu Aparecido Alves e Alexandre Aleixo Romano Cezário, e o tenente-coronel José Henrique Martins Flores, com pedido de manutenção da prisão preventiva. A Transwolff e a defesa dos policiais negaram envolvimento com atividades criminosas. Com informações do G1.

As investigações identificaram um núcleo de oficiais que coordenava escalas, pagamentos e recrutamento de agentes, utilizando empresas de fachada para emitir notas fiscais fraudulentas à Transwolff. Interceptações mostraram relação financeira entre o ex-presidente da Câmara Milton Leite (União Brasil) e a empresa, e o relatório apontou que a construtora Neumax, da qual Leite é sócio, recebia R$ 812 mil mensais pelo aluguel de imóveis, valor acima da média de mercado. Durante a operação, cerca de R$ 1 milhão em dinheiro foi apreendido na casa do sargento Nereu.

A Transwolff e a UPBus foram alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 pelo Ministério Público de São Paulo por suspeita de lavagem de dinheiro e favorecimento ao PCC. O esquema envolveria uso de “laranjas” e CNPJs de fachada para ocultar a origem dos recursos. A Prefeitura de São Paulo abriu processo para rescindir os contratos das empresas em dezembro de 2024. A Transwolff afirma que segue se defendendo judicialmente e colaborando com as autoridades.