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PMs são punidos por envolvimento na morte de jovem atingido por bala de borracha em ato pela paz

Do G1:

A Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco determinou punições aos policiais militares responsáveis pela ação que provocou a morte de um jovem durante um ato pela paz, em Itambé, na Zona da Mata Norte, em março de 2017. De acordo com portarias publicadas no Boletim-Geral, no sábado (30), o oficial que deu a ordem para uso de bala de borracha deve perder o posto e a patente. O soldado que efetuou o disparo deve cumprir 30 dias de prisão administrativa.

O fato aconteceu no dia 17 de março, quando centenas de moradores fecharam a rodovia PE-75 por várias horas, pedindo mais segurança. Imagens enviadas ao WhatsApp da TV Globo mostram a confusão e o momento em que Ednaldo Alves, 19 anos, foi atingido pela bala de borracha. Ele ficou internado no Hospital Miguel Arraes, em Pauluista, no Grande Recife, e morreu no dia 11 de abril.

As portarias com as punições aos policiais militares foram assinadas pelo secretário Antônio de Pádua Cavalcanti. O documento informa que o capitão Ramon Tadeu Silva Cazé, 43 anos, deve ser considerado incompatível com a função exercida na PM ou “indigno do oficialato”. A SDS aponta que o oficial procedeu incorretamente no desempenho do cargo, teve conduta irregular e praticou ato que afetou a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe.

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Entenda o caso
O rapaz levou o tiro durante um ato público contra a violência na cidade. Além do jovem, outros moradores fecharam a rodovia PE-75 por várias horas, pedindo mais segurança. Um vídeo enviado para o WhatsApp da TV Globo mostra o momento em que ele é baleado.

As imagens mostram uma discussão entre a vítima e uma mulher, com policiais em volta. Em seguida, é possível ver um policial perguntando: “É esse quem vai levar um tiro primeiro?”. O PM chama um colega armado e aponta o rapaz. Um tiro é disparado. Atingido, o homem cambaleia e cai no chão.

Após atirar, os policiais o arrastam pelo asfalto até a viatura da Polícia Militar, batem no rosto dele e o colocam na parte de trás da caminhonete. O veículo então deixa o local, sob gritos dos manifestantes. De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), a bala era de borracha.