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PMs de Tarcísio só acionam câmeras após tiros e mortes ficam sem gravação

Policial militar empunha arma durante ocorrência com câmera corporal em São Paulo
Policial militar empunha arma diante da entrada de um condomínio durante uma ocorrência. Foto: Reprodução

Policiais militares de São Paulo relataram ter acionado câmeras corporais somente após disparos em cinco de 25 boletins de mortes decorrentes de intervenção policial analisados na capital. A prática impede que as gravações registrem o início das abordagens e dos supostos confrontos, etapa que pode ser decisiva para a investigação conduzida pela Polícia Civil.

O acionamento tardio contraria diretriz da PM estabelecida em julho de 2025, que prevê o uso das câmeras em 16 situações, entre abordagens, operações e fiscalizações. Outros registros apontam falta de bateria, falhas no sistema da Motorola e ausência de informação sobre os equipamentos. Em nove boletins, a consulta aos vídeos dependeu de ofício ao batalhão, enquanto em três casos os agentes liberaram as imagens no celular.

O programa de câmeras mudou na gestão de Tarcísio de Freitas: a gravação deixou de ser contínua e passou a depender de acionamento manual, remoto pela Central 190 ou automático por proximidade via Bluetooth. A Secretaria da Segurança Pública afirmou que mantém 15 mil equipamentos e que eventuais descumprimentos passam por apuração da Corregedoria. A Defensoria Pública disse ter enviado oito ofícios desde julho de 2025 sobre problemas como vídeos incompletos, acionamento tardio e falta de gravação.