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“Pobre de merda”: chefe de quadrilha humilhou agente antes de ser preso

Silas Diniz Carvalho, o principal alvo de operação da Polícia Federal. Foto: Reprodução

Em setembro de 2023, o empresário Silas Diniz Carvalho foi parado por uma blitz da Operação Lei Seca no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, enquanto dirigia um Audi RS Q8 avaliado em R$ 1,3 milhão e sem placa. Ao se recusar a fazer o teste do bafômetro e ser informado de que o carro seria rebocado, ele ofendeu uma agente do Detran, chamando-a de “pobre de merda” e dizendo que ela “vai morrer trabalhando”.

O episódio foi registrado como desacato na 9ª DP (Catete). Um mês depois, Silas foi preso pela Polícia Federal em uma casa de luxo na Barra da Tijuca, junto com dois comparsas, na Operação Wardogs. O grupo foi flagrado com 47 fuzis e centenas de munições calibre .556. Segundo a PF, Silas chefiava uma quadrilha especializada na fabricação e venda de armas para facções criminosas.

Nesta quarta-feira, a PF deflagrou uma nova fase da operação, batizada de Forja, e prendeu sete pessoas, sendo duas no Rio e cinco em São Paulo. No apartamento onde Silas cumpria prisão domiciliar, foram encontrados R$ 158 mil em espécie e malas prontas para viagem, o que, segundo os agentes, indicava uma tentativa de fuga para o Paraguai. Ele já havia sido condenado a 12 anos de prisão.

As investigações mostraram que a produção das armas, antes em Minas Gerais, havia sido transferida para uma fábrica de fachada em Santa Bárbara d’Oeste (SP), que simulava fabricar peças aeronáuticas. Em agosto de 2025, a PF apreendeu no local 31 mil peças e fuzis montados prontos para envio. No ano anterior, outros 13 fuzis produzidos pela quadrilha foram interceptados quando seriam entregues ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.