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Técnico dos EUA se revolta com críticas e nega “efeito Trump” em derrota

Mauricio Pochettino cumprimenta Folarin Balogun à beira do gramado
Mauricio Pochettino cumprimenta Folarin Balogun à beira do gramado. Foto: Reprodução

O técnico dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, reagiu às críticas sobre a liberação de Folarin Balogun para jogar contra a Bélgica pelas oitavas de final da Copa do Mundo, na segunda-feira (06). O atacante, que teve pouca participação antes de ser substituído, entrou em campo no Seattle Stadium após a Fifa suspender no domingo (05) a punição de uma partida aplicada a ele por cartão vermelho direto.

A Bélgica venceu os Estados Unidos por 4 a 1, mas Pochettino disse que o caso não influenciou a derrota. O debate cresceu depois que Donald Trump reconheceu ter ligado para o presidente da Fifa, Gianni Infantino. A federação belga recorreu, mas teve o pedido negado na manhã de segunda. A Uefa afirmou que a decisão da Fifa de suspender ou anular a punição “ultrapassou uma linha vermelha”, e o vice-primeiro-ministro belga, Maxime Prevot, chamou a intervenção de Trump e de autoridades americanas de “decisão incompreensível”.

“Estou muito frustrado e decepcionado com pessoas que deveriam entender a situação”, disse Pochettino. “Não é uma desculpa, não foi nosso dia. Mas, de forma pessoal, qual é o sentido de (enviar) uma mensagem negativa ou de ameaçar? De misturar isso, de falar sobre ética, falar sobre integridade?” O técnico belga Rudi Garcia afirmou que o episódio não mudou a dedicação de sua equipe, enquanto Tyler Adams e Tim Ream, jogadores dos EUA, disseram que a polêmica não afetou a preparação do elenco.