‘Poder de milhares de bombas’: cinco dados que mostram o enorme potencial destrutivo do furacão Irma
Da BBC:
1. Potência de ventos máximos bastante incomum
Segundo dados do Centro de Furacões dos EUA, a intensidade dos ventos máximos sustentados do Irma – que deixou 14 mortos até a manhã desta sexta-feira – chegou a 298 km/h. É a maior já registrada no Atlântico (a oeste do golfo do México e ao norte do mar do Caribe) desde 1980, quando passou o furacão Allen.
O meteorologista Philip Klotzbach, da Universidade do Estado do Colorado, afirma que essa intensidade é maior do que a soma dos seis furacões e tormentas tropicais prévios desta temporada.
E os ventos não foram apenas muito potentes como duradouros, algo não tão comum entre os furacões.
2. Ventos de categoria 5 sustentados por mais de dois dias
O Irma causou ventos de mais de 290 km/h durante quase dois dias.
Segundo o meteorologista Eric Blake, do Centro de Furacões americano, há registro de pouquíssimos furacões que tenham mantido essa potência de ventos ao longo de tanto tempo.
3. Pressão atmosférica mais baixa
Nesta quarta-feira, no olho do Irma registrou-se uma das mais baixas pressões atmosféricas da história no centro de um furacão no Atlântico.
Uma sonda lançada por uma aeronave de reconhecimento detectou uma pressão central de 914 hectopascal (unidade de pressão). Explicando: em furacões, quanto mais baixa a pressão no centro, mais intensa é a força dos ventos.
4. Centro relativamente “quente”
Os furacões “se alimentam” do calor dos oceanos, especificamente de onde se acumulam as radiações solares.
Mas, uma vez que essa energia é gasta, a temperatura costuma baixar no centro do furacão.
Um voo de reconhecimento realizado nesta quarta-feira detectou uma temperatura de cerca de 22ºC no olho do Irma.
5. Poder de bombas
O especialista em furacões Kerry Emanuel, do MIT, calculou que o Irma tem potência destrutiva de cerca de 7 trilhões de watts, equivalente ao dobro da energia gerada por todas as bombas usadas durante a Segunda Guerra Mundial, segundo a agência AFP.
Segundo especialistas, não se espera que sua categoria baixe para 4 na escala Saffir-Simpson antes de chegar à costa continental.
