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Policia faz operação para prender ex-policial acusado de ser chefe do Escritório do Crime

Procurado: Adriano Magalhães da Nóbrega é acusado de chefiar grupo de matadores de aluguel Foto: Divulgação / Polícia Civil

Da Veja:

A Polícia Civil da Bahia fez uma operação nesta sexta-feira para prender o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado pelo Ministério Público de ser o chefe do Escritório do Crime, milícia que atua na Zona Oeste do Rio de Janeiro formada por assassinos de aluguel e que faria a segurança de chefes do jogo do bicho.

O alvo da ação foi uma casa num condomínio fechado na Costa do Sauípe, no litoral baiano. Nóbrega não foi encontrado. No local, estavam apenas a sua mulher, Júlia Mello, e as duas filhas de 17 e 7 anos.

A VEJA, Júlia disse que a operação foi “ilegal e truculenta” e organizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. “Eles quebraram a minha porta, arrancaram o forro do teto da casa, me xingaram de puta e piranha, e botaram um fuzil na cabeça de uma criança de sete anos, perguntando: ‘Onde está o seu pai?’”, relatou ela.

Segundo Júlia, dez homens fortemente armados do Comado de Operações Especiais (COE) da Bahia reviraram toda a casa, que é alugada, e saíram sem levar nada. Ela conta que lhe apresentaram o mandado de prisão antigo do seu marido, datado de 20 de janeiro de 2019. Ela está de férias na Bahia desde o Revéillon e pretendia voltar ao Rio nos próximos dias.

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Nóbrega está foragido da Justiça desde janeiro de 2019. Ele também é investigado por outro grupo do Ministério Público do Rio de se beneficiar do suposto esquema de ‘rachadinha’ do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, que hoje é senador.

A mãe e a ex-mulher de Nóbrega eram assessoras do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio e teriam repassado parte de seus salários ao assessor parlamentar Fabrício Queiroz, segundo as investigações da promotoria. Nóbrega foi homenageado com a “Medalha Tiradentes” pelo filho do presidente Jair Bolsonaro, em 2005.

Na época, Adriano estava preso havia mais de um ano acusado pelo homicídio do guardador de carros Leandro dos Santos Silva. O ex-PM chegou a ser condenado pelo crime, mas acabou absolvido em outro julgamento e foi solto em 2006.

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