Polícia Federal prende Wesley Batista, irmão de Joesley
Um dia antes do término da vigência da prisão temporária do empresário Joesley Batista, que tinha prazo para acabar na próxima sexta-feira (15), a Justiça Federal de São Paulo expediu mandado de prisão preventiva para Joesley e Wesley Batista e de busca e apreensão de documentos na residência de ambos.
A nova prisão decretada hoje foi solicitada por uma representação de delegados da Polícia Federal e de procuradores do Ministério Público Federal, no âmbito da Operação Tendão de Aquiles, deflagrada no dia 9 de junho deste ano. Não mantém relação com a atual prisão temporária de Joesley em Brasília.
A Tendão de Aquiles refere-se à ação coordenada da Polícia Federal com a Comissão de Valores Mobiliários – CVM, autarquia pública responsável por fiscalizar o mercado de ações. Em parceria, as duas instituições trabalharam para apurar o uso indevido de informações privilegiadas por parte das empresas JBS S/A e FB Participações S/A em transações de mercado financeiro ocorridas entre abril e maio de 2017.
No dia 17 de maio, enquanto o país acompanhava, atento, a delação de Joesley acusando o presidente Michel Temer de corrupção, o mercado financeiro desabou e o dólar disparou.
Ao mesmo tempo em que a Bolsa de Valores entrou em colapso, aconteceu uma operação muito suspeita que chamou a atenção das autoridades. Uma empresa comprou, no dia anterior, uma grande quantidade de dólares.
A princípio, não seria incomum porque várias companhias, principalmente as exportadoras, compram e vendem dólares todos os dias. Mas o momento “perfeito” da compra foi fora normal. Uma única empresa, a JBS, conseguiu escapar da queda brusca do mercado e captou entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão.
