Polícia investiga cartazes com fotos de mulheres e camisinhas; entenda

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar cartazes com fotos de mulheres e preservativos colados sobre seus rostos, encontrados em locais públicos de São Paulo e do Rio de Janeiro. Na Praça da Liberdade, na capital paulista, há ao menos dois cartazes com a imagem da mesma vítima fixados em postes e placas de trânsito. Relatos apontam que a prática ocorre desde pelo menos 2015 e atinge, em especial, pessoas de origem chinesa. Com informações do Metrópoles.
Um homem identificado pelo pseudônimo Lucas Wang é apontado por vítimas como responsável pela distribuição dos cartazes. Um ex-colega de moradia estudantil na Universidade Federal Fluminense (UFF) afirmou que também teve o rosto exposto no Rio, em Niterói e em São Gonçalo, e que a esposa passou a ser alvo da ação. Documentos da UFF indicam que o então aluno recebeu suspensão de 30 dias por mau comportamento em 2017 e foi alvo de sindicância no ano seguinte.
Uma mulher que registrou boletim de ocorrência disse que conhecia o homem havia 15 anos e o ajudou a buscar trabalho e hospedagem em São Paulo. Após ela recusar que ele ficasse em seu apartamento, os cartazes começaram a surgir na Liberdade. A Secretaria da Segurança Pública informou que não concederia entrevista com o delegado responsável para não prejudicar as investigações. O advogado criminalista Vitor Aurélio afirma que a conduta pode configurar injúria, crime contra a honra que exige queixa-crime da vítima em até seis meses após a identificação da autoria.
