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Polícia investiga homicídio após morte de professora por intoxicação em piscina

Piscina de academia onde mulher morreu. Foto: Reprodução

A Polícia Civil apura como suposto homicídio o caso de intoxicação ocorrido na piscina da C4 Gym, na zona leste de São Paulo, no sábado (7/2), que causou uma morte e deixou mais cinco intoxicados. Além da vítima fatal, outras seis pessoas precisaram de atendimento médico. A suspeita é de que uma reação química tenha provocado o “ar envenenado” no local.

A ocorrência foi registrada como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde de outrem no 6º Distrito Policial de Santo André, e a investigação é conduzida pelo 42º DP (Parque São Lucas), na capital. Segundo apuração do Metrópoles, os policiais trabalham com a hipótese de homicídio e, ao fim do inquérito, devem definir se o caso será tratado como homicídio doloso (quando há intenção) ou culposo (sem intenção de matar), com possibilidade de enquadramento por dolo eventual.

A Polícia Civil informou que o manobrista — apontado como responsável por fazer a mistura com cloro que causou a intoxicação — e os donos da academia são investigados; os sócios, que teriam deixado o local após o incidente, ainda não foram ouvidos. A vítima fatal é a professora Juliana Faustino Bassetto, 27, enterrada no Cemitério Quarta Parada na tarde de segunda-feira (9/2), após passar mal e ir ao Hospital Santa Helena, em Santo André, onde morreu; o marido, Vinicius de Oliveira, foi internado em estado grave. H

Há ainda registros de internações, incluindo um menor levado ao Hospital Vila Alpina com dificuldade para respirar e uma mulher de 29 anos internada na UTI do Hospital São Luiz do Tatuapé com dores de cabeça, vômito e diarreia. Em nota, a C4 Gym disse que “lamenta profundamente o ocorrido” e que “está colaborando integralmente com as autoridades competentes”.