Polícia Militar reprime ato contra aumento das passagens e machuca passageiros comuns no Brás
Reportagem de Maria Teresa Cruz, Daniel Arroyo e Jeniffer Mendonça no site Ponte Jornalismo.

O primeiro grande ato organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento da tarifa do transporte público, na noite desta quinta-feira, reuniu cerca de 2 mil pessoas e terminou em confronto na região central da cidade de São Paulo.
A manifestação saiu por volta das 18h do Theatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo. De lá, os manifestantes passaram pela sede da Prefeitura e depois seguiram até o Largo da Concórdia, no Brás.
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Depois que um grupo pulou as catracas na estação Brás da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), policiais militares fecharam o local e dispersaram os manifestantes com tiros de bala de borracha, bombas e gás lacrimogêneo.
Diante da estação, policiais militares cercaram um grupo de jovens, agrediram os manifestantes e os ameaçaram de morte. Um policial foi ferido no rosto.
As balas de borracha e os estilhaços de bomba disparados pelos PMs também feriram três pessoas de um grupo de cinco amigos que não tinham relação com a manifestação. Os amigos estavam numa lanchonete da Rua Bresser quando foram atacados.
Uma das pessoas feridas, Talita Feijó, que é vendedora no Brás, estava de férias e só havia ido até o local para encontrar os amigos numa happy hour. “Foi muito desesperador. Nunca tinha passado por isso. Não vou a manifestação. Não conseguia respirar e achei que fosse morrer”, contou Talita.
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