Polícia não abriu inquérito contra homem que humilhou motoboy; pena seria “de um a três anos”

O delegado Luis Henrique Apocalypse Jóia, do 2º Distrito Policial de São Paulo, informou, em coletiva de imprensa, na noite desta sexta-feira (7/8), que o entregador do Ifood que aparece em vídeo sendo humilhado por um homem branco ainda não fez representação contra o agressor.
Somente registrou um Boletim de Ocorrência e ambas as partes foram escutadas.
O vídeo está circulando nas redes sociais e causou grande comoção. Até o presidente Jair Bolsonaro se manifestou sobre o ocorrido. De acordo com o delegado, o jovem tem seis meses para manifestar interesse em oferecer denúncia.
Nesse caso, será aberto um inquérito. No caso, o contador seria investigado por injúria racial.
“Em razão da forma como foi feito. Racismo atinge várias pessoas e a injúria racial é uma pessoa determinada e atinge a honra subjetiva”, explicou. Nesse caso a pena é de um a três anos, mais multa e ele pode responder em liberdade.
“É um caso muito grave, a gente entende que em 2020 ter esse tipo de conduta se feito em sã consciência é um absurdo”, afirmou.
O delegado esclareceu ainda que não foi entregue a delegacia nenhum documento que ateste que o agressor tenha esquizofrenia.
“Constou-se que o pai teria exibido esse documento, mas a polícia não tem. Se for constatado que ele não sabe o que está fazendo teria que ser uma medida de segurança e não prisão”, destacou.
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