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Policia não consegue entrar em comunidades como Paraisópolis, diz chefe do Departamento de Homicídios

Paraisópolis

A diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Elisabete Sato, colocou o dedo na ferida, ao participar de um evento no Ministério Público Democrático.

“Converso muito com os nossos investigadores, eles me falaram na semana passada: Doutora, está difícil entrar em Paraisópolis, nem a PM, depois o coronel vai dizer se é verdade ou mentira, nem a PM nem a Rota está entrando lá”, afirmou.

A reação foi imediata. O secretário de Segurança Pública, Mágino Alves. “A afirmação de que as polícias de São Paulo têm dificuldade em cumprir seu trabalho, seja em comunidades ou em qualquer outro lugar, é o mais completo absurdo. Tanto que, na terça-feira, a Rota fez operações em três comunidades, incluindo Paraisópolis.”

Elisabete Sato pode ter exagerado, mas a polícia tem tido dificuldade, sim, para trabalhar em algumas comunidades. Poucos moradores confiam na Polícia. “A população odeia a sua polícia”, disse a diretora do DHPP.

Quem comanda as ações em comunidades como Paraisópolis é o PCC, organização que controla o tráfico de drogas na cidade, e é comum ouvir dos moradores que se sentem seguros na comunidade e inseguros fora, onde a polícia faz a segurança.

A queda nos índices de homicídio na cidade tem a ver não com política de segurança pública, mas com a decisão da própria organização criminosa, que pune quem mata sem autorização dos chefes do tráfico.