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Polícia pensou que copo de café fosse arma, diz filha de Claudia Ferreira

Thaís Lima, filha de Cláudia Ferreira da Silva, que teve o corpo arrastado por uma viatura da PM por mais de 350 metros no domingo depois de ser baleada, disse que os policiais acharam que sua mãe tivesse relação com o tráfico de drogas.

“Foi só virar a esquina e ela deu de frente com eles. Eles deram dois tiros nela, um no peito, que atravessou, e o outro, não sei se foi na cabeça ou no pescoço, que falaram. E caiu no chão. Aí falaram que se assustaram com o copo de café que estava na mão dela. Eles estavam achando que ela era bandida, que ela estava dando café para os bandidos”, relatou Thaís ao Bom Dia Rio.

A menina contou que os moradores do Morro do Congonha tentaram impedir que os PMs levassem Cláudia dali, mas eles teriam atirado para o alto para dispersar as pessoas, e que o porta-malas abriu pela primeira vez logo após o socorro: “Um pegou ela pela calça e outro pela perna e jogou dentro da Blazer, lá dentro, de qualquer jeito. Ficou toda torta lá dentro. Depois desceram com ela e a mala estava aberta. Ela ainda caiu na Rua Buriti, no meio do caminho, e eles pegaram e botaram ela para dentro de novo.”

Thaís ainda contou que as trocas de tiros entre policiais e traficantes são comuns no Morro do Congonha, mas que dessa vez não havia confronto e a PM já teria chegado na comunidade atirando: “Lá é quase sempre assim, mas dessa vez ninguém entendeu nada a atitude deles, de chegar atirando assim, na rua. Não teve troca de tiros.”

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