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Polícia de SP aponta meninos de 12 a 20 anos entre mentores de automutilação na internet

Arte sobre crianças e adolescentes diante de riscos na internet
Arte com crianças e adolescentes associados a riscos no ambiente digital. Foto: Reprodução

O Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Polícia Civil de São Paulo, traçou o perfil de grupos virtuais que incentivam automutilação, suicídio e crimes pela internet. De acordo com a delegada Lisandréa Salvariego Colabuono, coordenadora do núcleo, cerca de 90% dos investigados são adolescentes. Entre os suspeitos de atuar como mentores, há meninos de 12 a 20 anos.

A investigação que chegou ao perfil identificou, na França, um adolescente brasileiro de 16 anos suspeito de integrar uma comunidade virtual que estimulava automutilação, suicídio e até ataques contra escolas e creches. “Eles encontram pertencimento online. São acolhidos e recebem um discurso de validação. Infelizmente, esse reconhecimento acontece da pior forma possível, que é praticando crimes”, afirmou Lisandréa ao Metrópoles.

As principais vítimas, segundo a delegada, são meninas de 6 a 14 anos. A aproximação costuma começar em jogos online com ferramentas de conversa, avança para outros aplicativos e, após a construção de confiança, pode envolver pedidos de fotos e vídeos íntimos. “A violência não começa pela violência. Ela começa pelo acolhimento”, disse. Quando identifica uma criança ou adolescente em risco durante uma transmissão ao vivo, o Noad aciona a família, desloca uma viatura e orienta os responsáveis a interromperem a situação; depois, vítimas e familiares podem receber atendimento psicológico em parceria com o Ministério Público de São Paulo. O CVV oferece apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia.