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Cinco policiais penais são condenados por torturar presos com técnica do “quebra-dedos”

Preso com dedo ferido por golpe de cassetete
Preso mostra dedo ferido por golpe de cassetete. Foto: Reprodução

A Justiça do Ceará condenou cinco policiais penais por tortura contra presos da Unidade Prisional Professor Olavo Oliveira 2, em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza. A sentença descreve chutes, socos, pisões, enforcamentos e golpes de tonfa nos dedos dos detentos, prática conhecida como “quebra-dedos”, em agressões ocorridas em setembro de 2022.

Pedro Paulo Sales da Mata, então diretor da unidade, recebeu a maior pena: 11 anos e dois meses de prisão por 15 episódios de tortura. Os outros quatro agentes foram condenados a nove anos e oito meses cada. Eles podem recorrer em liberdade, mas também perderão os cargos públicos após o trânsito em julgado e ficarão proibidos de assumir funções públicas pelo dobro do tempo das penas.

A investigação começou depois que um preso denunciou uma sessão de tortura durante audiência judicial. O juiz Raynes Viana de Vasconcelos foi ao presídio com um promotor e um defensor público e encontrou internos com lesões pelo corpo; 119 presos passaram por exames de corpo de delito. Ao menos 20 detentos ouvidos em juízo confirmaram os espancamentos, segundo a sentença.