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O jogo de perguntas usado por policial para resgatar mulher em cárcere

Conversa por mensagens entre escrivã e mulher resgatada em Quirinópolis
Conversa por mensagens entre a escrivã e a mulher resgatada em Quirinópolis. Foto: Reprodução

Uma escrivã da Polícia Civil de Minas Gerais fingiu ser vendedora de semijoias para conversar com uma mulher de Santa Vitória, no Triângulo Mineiro, mantida em cárcere privado pelo namorado em Quirinópolis (GO). A policial usou perguntas que podiam ser respondidas com “sim” ou “não”, o que permitiu confirmar a situação sem despertar a suspeita do homem.

Após uma denúncia anônima, a escrivã enviou imagens de produtos e descobriu que o companheiro estava perto da vítima. A mulher conseguiu se afastar ao dizer que precisava ir ao banheiro e, pelo celular, relatou medo, agressões e ameaças. Entre o primeiro contato e o resgate, passaram-se menos de 12 horas.

A vítima convenceu o namorado a levá-la a um supermercado, onde se escondeu no banheiro com a filha de 2 anos e enviou a localização à polícia. A Polícia Militar abordou o homem, que negou as acusações, mas a mulher confirmou o cárcere e pediu medidas protetivas. Ele foi preso em flagrante por violência doméstica, e a vítima ficou com familiares.