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Apostas eleitorais nos EUA elevam risco de desinformação e acusações de fraude

Eleitora preenche cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia
Eleitora preenche cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia, nos Estados Unidos. Foto: REUTERS/Mike Segar

As eleições legislativas dos Estados Unidos ocorrem em meio à expansão de plataformas de apostas sobre resultados políticos, como Polymarket e Kalshi. Especialistas alertam que os percentuais exibidos nesses mercados podem levar eleitores a confundir estimativas com resultados praticamente garantidos, abrindo espaço para desinformação e questionamentos sem prova sobre a apuração. Com informações do g1.

As plataformas permitem a negociação de contratos cujo valor depende do desfecho de disputas eleitorais e passaram a aparecer também na cobertura de grandes veículos. Para Davina Hurt, diretora de ética governamental do Centro Markkula de Ética Aplicada, da Universidade de Santa Clara, “estamos chegando a um ponto em que as expectativas dos mercados financeiros têm mais peso na mente do público do que os votos”. A Kalshi afirma que suas projeções complementam pesquisas tradicionais e não garantem resultados.

Nas primárias de Los Angeles, em junho, influenciadores de direita alegaram fraude após o republicano Spencer Pratt perder, citando probabilidades que indicavam chance de avanço do candidato. A Kalshi orientou parceiros a não questionarem resultados oficiais sem fundamento e disse que romperá contratos diante de acusações sem provas. No Brasil, contratos vinculados a resultados eleitorais estão proibidos desde maio de 2026, quando uma resolução do Conselho Monetário Nacional também bloqueou plataformas como Polymarket e Kalshi.