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Pomada íntima de Virginia pode fazer Vini Jr ser pego no antidoping? Entenda

Virginia Fonseca e Vini Jr. Foto: reprodução

Uma declaração da influenciadora Virginia Fonseca sobre avisar ao namorado, o jogador Vini Jr., sobre o uso de pomadas ginecológicas trouxe à tona um risco real: certas substâncias podem ser detectadas em testes antidoping e causar punições ao atleta, como a suspensão do esporte. De acordo com especialistas, a transferência pode ocorrer principalmente através do contato sexual.

A ginecologista Zsuzsanna Jarmy Di Bella explicou ao Globo que o problema está no uso de princípios ativos proibidos pela Agência Mundial Antidoping (WADA). “Nessa situação, o WADA consegue detectar mesmo que sejam mínimas quantidades do produto”, afirmou. Um exemplo é o clostebol, um esteroide derivado da testosterona presente em pomadas cicatrizantes, que já causou a suspensão da atleta Maurren Maggi em 2004.

Outro cenário são pomadas vaginais com hormônios como estrogênio, testosterona e DHEA, também proibidos. No entanto, especialistas esclarecem que a situação é rara. “Pomadas ginecológicas tradicionais, como antifúngicos ou antibióticos, em geral não representam risco relevante”, apontou o ginecologista Guilherme Henrique Santos.