Ponte onde jovem morreu em Limeira não tinha controle de acesso; entenda

A Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), seguia com acesso fácil e sem controle após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump no último sábado (13). Segundo a Folha, três vias levam ao local pela estrada vicinal Doutor Cássio de Freitas Levy, e qualquer veículo consegue chegar à estrutura sem maiores dificuldades.
Maria Eduarda morava em Jandira e viajou até Limeira para saltar. Ela pagou R$ 180 pelo pulo com corda e mais R$ 110 para gravar o momento em vídeo. Décima sétima participante a saltar naquele dia, a jovem saiu do quinto pilar sem estar presa às cordas de segurança, caiu em queda livre, sofreu múltiplas fraturas e morreu no local.
A estrutura tem centenas de metros de concreto, não conta com grade de proteção nem controle de entrada e mantém apenas uma pequena mureta lateral. Uma placa em condições precárias alerta para o perigo, mas parte da mensagem fica encoberta por pichação. O prefeito Murilo Félix (Podemos) afirmou que vai processar o governo federal por suposta omissão em relação à ponte. A Secretaria do Patrimônio da União disse que a atividade na estrutura era irregular e que está disponível para colaborar com as investigações.
Três integrantes do grupo Entre Cordas, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra, estão presos preventivamente no CDP de Piracicaba. A polícia sustenta que eles assumiram o risco de matar ao não prenderem Maria Eduarda às cordas, enquanto a defesa contesta a acusação de homicídio doloso. A delegada Andréa Dantas Levy afirmou que o caso representa “um amadorismo e uma falta de experiência” e ainda busca testemunhas e uma câmera GoPro que filmou a queda da jovem.
