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Por iniciativa de Magno Malta, CPI convoca curador da exposição Queermuseu para depor

Uma imagem pornográfica

Do Site do Senado

“Decepcionado”. Com esta palavra o presidente da CPI dos Maus-tratos, senador Magno Malta (PR-ES), expressou seu sentimento pelo fato do ministro da Saúde, Ricardo Barros, não haver comparecido como previsto à audiência desta quarta-feira (27), assim como também não enviou nenhuma explicação relacionada a esta ausência. Diante do quadro, Malta tomou a iniciativa de apresentar um requerimento de convocação do ministro, que acabou sendo aprovado.

— O próprio ministro sugeriu a data e horário de hoje, mas não veio e não deu satisfações. Por isso agora nós estamos convocando o ministro, que é um deputado, conhece o Parlamento, mas quando vira ministro acha que virou um semi-deus — afirmou o senador.

Queermuseu

A CPI também aprovou um requerimento de convocação ao curador da exposição Queermuseu, Gaudêncio Fidélis.

A Queermuseu estava exposta em Porto Alegre, porém acabou sendo fechada pelo patrocinador no dia 10 de setembro após protestos de grupos sociais que se sentiram ofendidos com o conteúdo da mostra, visto por eles como contrário a valores cristãos e da família.

O depoimento de Fidélis estava previsto para amanhã (28), porém ele enviou um comunicado à CPI alegando a impossibilidade de comparecer devido a compromissos profissionais.

O comunicado veio acompanhado da agenda do artista e sua afirmação de que espera colaborar com os trabalhos “num futuro próximo”. Malta afirmou não ter ficado surpreendido com o não atendimento de Fidélis, criticou a Queermuseu e aprovou então um requerimento de convocação, cuja nova data para o depoimento ainda será definida.

— Uma exposição imoral, libidinosa, criminosa, patrocinada pelo banco Santander com renúncia fiscal. Não tô aqui pra receber a lista da sua agenda pra falar sobre crianças sendo estupradas, bestialidades, sexo com animais ou de Cristo com vibradores — criticou o presidente da CPI.

O senador ainda lamentou que a Lei Rouanet possa, no seu entender, retirar recursos de áreas como o saneamento básico e educação para a “exposição de artimanha e sacanagens”. Caso Fidélis também não compareça mesmo sendo convocado, a CPI poderá solicitar à Polícia Federal seu traslado coercitivo. Malta finalizou comunicando que a agenda da CPI, devido à relevância da temática, não pode se submeter à agenda do artista.

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