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Por que a busca por vida extraterrestre pode estar errada, segundo astrônomo

Coração da galáxia espiral M74, também conhecida como Galáxia Fantasma, a 32 milhões de anos-luz – ESA/Webb/Nasa/CSA J. Lee /Phangs-JWST Team /AFP

Por décadas, cientistas do Instituto Seti buscaram sinais de vida inteligente no espaço usando frequências de rádio ultraestreitas, mas um estudo recente sugere que a estratégia pode estar errada. Segundo a pesquisa, os sinais enviados por possíveis civilizações podem sofrer distorções causadas pelo “clima espacial” das estrelas, como o vento solar. Esse efeito faz com que um sinal focado em uma frequência específica se espalhe, tornando-se mais amplo e, consequentemente, mais difícil de detectar por radiotelescópios.

Os cientistas analisaram sinais de rádio enviados por sondas espaciais, como a Pioneer 6 e Helios, e descobriram que os sinais se alargam ao passar por ambientes turbulentos ao redor das estrelas, especialmente durante tempestades solares. Essa distorção é mais intensa em estrelas ativas, como as anãs vermelhas, que representam 75% das estrelas da Via Láctea. O estudo conclui que cerca de 30% dos sistemas estelares podem distorcer sinais a tal ponto que se tornariam indetectáveis por métodos atuais de busca.

Com base nos resultados, os pesquisadores sugerem que as estratégias de busca por sinais alienígenas sejam ajustadas para considerar a possibilidade de distorções. Isso inclui priorizar frequências mais altas, onde o efeito de alargamento é menor, para aumentar as chances de detectar sinais potencialmente artificiais.