Por que a busca por vida extraterrestre pode estar errada, segundo astrônomo

Por décadas, cientistas do Instituto Seti buscaram sinais de vida inteligente no espaço usando frequências de rádio ultraestreitas, mas um estudo recente sugere que a estratégia pode estar errada. Segundo a pesquisa, os sinais enviados por possíveis civilizações podem sofrer distorções causadas pelo “clima espacial” das estrelas, como o vento solar. Esse efeito faz com que um sinal focado em uma frequência específica se espalhe, tornando-se mais amplo e, consequentemente, mais difícil de detectar por radiotelescópios.
Os cientistas analisaram sinais de rádio enviados por sondas espaciais, como a Pioneer 6 e Helios, e descobriram que os sinais se alargam ao passar por ambientes turbulentos ao redor das estrelas, especialmente durante tempestades solares. Essa distorção é mais intensa em estrelas ativas, como as anãs vermelhas, que representam 75% das estrelas da Via Láctea. O estudo conclui que cerca de 30% dos sistemas estelares podem distorcer sinais a tal ponto que se tornariam indetectáveis por métodos atuais de busca.
Com base nos resultados, os pesquisadores sugerem que as estratégias de busca por sinais alienígenas sejam ajustadas para considerar a possibilidade de distorções. Isso inclui priorizar frequências mais altas, onde o efeito de alargamento é menor, para aumentar as chances de detectar sinais potencialmente artificiais.
