Por que assistir futebol em 2026 virou um desafio logístico e financeiro para o brasileiro

Assistir futebol no Brasil se tornou uma tarefa cada vez mais complexa. A multiplicação de plataformas e a divisão dos direitos de transmissão obrigam o torcedor a descobrir, jogo a jogo, onde cada partida será exibida. A informação que antes era concentrada em poucos canais agora está espalhada.
Além da TV aberta como TV Globo, SBT, Record e Bandeirantes, o público precisa recorrer a serviços pagos como Prime Video, Max, Disney+, Apple TV+, Paramount+, Premiere e CazéTV. A fragmentação cria barreiras até para quem já está habituado ao ambiente digital.
O custo é outro obstáculo. Para acompanhar todas as competições, o gasto mensal pode variar entre R$ 200 e R$ 400, sem incluir a internet, segundo levantamento feito pela revista Exame. O torcedor precisa manter múltiplas assinaturas ativas para não perder campeonatos como o Brasileirão ou torneios internacionais.
A tendência é de maior dispersão nos próximos anos com novos acordos de transmissão. A divisão do Campeonato Brasileiro entre diferentes empresas amplia a oferta, mas também aumenta a dificuldade de localização dos jogos e eleva o esforço financeiro do público.
