Por que o Brasil sente menos os grandes terremotos dos vizinhos

O terremoto que atingiu a Venezuela na quarta-feira (24), com magnitude 7,2 na escala Richter, matou mais de 180 pessoas e causou danos em várias cidades. No Brasil, o abalo chegou de forma bem mais fraca, com leves tremores sentidos em locais como Manaus e Belém. Com informações de g1.
A explicação está na posição do país dentro da placa Sul-Americana. O Brasil fica longe das bordas em que placas tectônicas se encontram, se pressionam e liberam energia em forma de terremotos. Países próximos à Cordilheira dos Andes convivem com risco maior porque estão perto da área de contato entre a placa Sul-Americana e a placa de Nasca, na costa oeste da América do Sul.
O geógrafo e historiador Sergio Ribeiro Santos, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, compara a superfície da Terra a “um casco de tartaruga, com várias peças se encaixando”. Essas placas se movimentam lentamente, em velocidades que podem chegar a 10 centímetros por ano. Quando a tensão acumulada rompe rochas em grandes falhas, o solo vibra e o tremor se espalha.
Dados do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP indicam que o Brasil registrou cerca de 100 terremotos no século, quase todos sem forte intensidade. O maior ocorreu em 1955, com 6,6 graus em áreas de Mato Grosso. Neste século, moradores sentiram tremores no Acre, Amazonas, Minas Gerais e em estados do Sul e Sudeste; os registros mais recentes citados pelo Centro de Sismologia da USP ocorreram em 11 de junho, na região de Tucuruí, no Pará, com magnitude máxima de 3,5.
