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Por que brasileiros buscam no exterior alternativas para realizar sonho de ter filhos? Entenda

Paulo Gustavo, Ludmilla, Brunna Gonçalves e Lucas Rangel
Paulo Gustavo, Ludmilla, Brunna Gonçalves e Lucas Rangel. Foto: Reprodução

O avanço da medicina reprodutiva e as diferenças entre legislações têm levado brasileiros a buscar tratamentos no exterior para formar uma família. Fertilização in vitro, doação de óvulos e gestação por substituição estão entre as opções procuradas por pessoas que não encontram no Brasil as condições necessárias para seus projetos de parentalidade.

No país, não há uma lei específica sobre gestação por substituição. As normas do Conselho Federal de Medicina permitem apenas a cessão temporária do útero sem caráter comercial e, em regra, exigem que a gestante tenha ao menos um filho vivo e parentesco de até quarto grau com um dos futuros pais. Em outros destinos, contratos e regras sobre parentalidade após o nascimento podem oferecer maior previsibilidade jurídica.

Os Estados Unidos seguem como destino tradicional, com custos médios que podem chegar a US$ 200 mil, cerca de R$ 1 milhão. Colômbia e México ganharam espaço pela proximidade e por valores em torno de US$ 80 mil, enquanto a Geórgia apresenta média de US$ 65 mil. Mulheres com infertilidade ou contraindicação à gravidez, casais homoafetivos, pessoas solteiras e casais que adiaram a parentalidade estão entre os perfis que procuram esses procedimentos.