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Por que caixões de vítimas de doenças altamente contagiosas devem ser lacrados

Caixão lacrado – Foto: Reprodução

A morte de pessoas com doenças altamente contagiosas, como ebola, Marburg, coronavírus e raiva humana, exige cuidados especiais durante velórios e enterros. Mesmo após o óbito, o corpo pode continuar oferecendo risco de transmissão por contato com sangue ou secreções, tornando necessários protocolos rigorosos de segurança sanitária .

Segundo a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês, o risco de contágio depende do tipo de agente infeccioso e da forma de transmissão. Algumas doenças, como HIV e hepatite B e C, apresentam risco muito baixo após a morte, enquanto vírus respiratórios e febres hemorrágicas exigem medidas mais rigorosas, incluindo lacração de caixões e restrições durante velórios e manipulação de corpos .

A patologista Gisele Alborghetti Nai explica que necropsias e manipulação de cadáveres geram risco adicional por aerossóis e contato com fluidos corporais. Nos laboratórios, o risco é reduzido com o uso de formol e proteção adequada, mas autópsias de doenças como tuberculose ainda exigem cuidado extremo.