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Por que deputados do Rio querem vender o Maracanã

O Complexo do Maracanã, na Zona Norte do Rio. Foto: Guito Moreto/Agência O Globo

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) aprovou o novo texto do Projeto de Lei Complementar 40/2025, que autoriza o governo do Rio de Janeiro a vender 62 imóveis públicos. Entre as propriedades incluídas estão o Complexo do Maracanã ,que abriga o estádio e a Aldeia Maracanã, avaliados em cerca de R$ 2 bilhões. O texto ainda precisa ser votado em plenário, onde poderá receber novas emendas.

“Dar uso produtivo a esses espaços tem impacto enorme na economia fluminense”, defendeu o deputado Rodrigo Amorim (União), presidente da CCJ. A proposta ampliou o número de imóveis em relação ao texto original, que previa apenas 48 áreas. Entre as novas inclusões estão 28 propriedades da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), além do Maracanã.

O relatório aprovado foi elaborado por um grupo de trabalho coordenado por Alexandre Knoploch (PL), que visitou parte dos imóveis e recomendou a retirada de espaços públicos em uso, como a Escola de Música Villa-Lobos e projetos sociais como a Casa Nem e o Grupo Arco-Íris.

Deputados de oposição criticaram a ampliação da lista e o risco de especulação imobiliária. “O projeto é ruim porque coloca à venda imóveis de alto valor cujas regras urbanísticas ainda não estão definidas. Se as leis mudarem depois, quem comprar pode multiplicar o lucro, e isso seria um erro grave”, afirmou Flávio Serafini (PSOL), autor de uma das emendas que excluiu o complexo Caio Martins e outros prédios públicos da lista.