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Entenda por que as gírias dos jovens duram cada vez menos

Pessoas de diferentes gerações em cena de programa de televisão
Mulheres fazendo o “passinho do jamal”. Foto: Reprodução

As gírias usadas por adolescentes mudam cada vez mais rápido, impulsionadas pela internet e pelas redes sociais. Expressões como “farmar aura”, usada para indicar prestígio ou capacidade de chamar atenção, e FOMO, sigla em inglês para o medo de ficar de fora, circulam hoje com velocidade muito maior do que termos populares em décadas anteriores.

Para a psicóloga Paloma Garcia, que criou um dicionário digital voltado à linguagem dos adolescentes, essas palavras funcionam como códigos de pertencimento. “Uma gíria é uma senha de pertencimento de um grupo. É uma senha de entrada no território de um grupo”, explicou. Ela avalia que, enquanto gírias dos baby boomers podiam durar cerca de uma década, muitas expressões atuais sobrevivem apenas alguns meses.

Uma adolescente entrevistada resumiu o efeito das plataformas: “Algum influencer fala e o vídeo viraliza. Vai chegando às pessoas e, quando você vai ver, já virou uma gíria que todo mundo tá falando”. O vocabulário se renova também com memes, danças, abreviações e referências compartilhadas; quando os pais passam a adotar uma expressão, ela pode perder a função de diferenciar o grupo jovem.