Apoie o DCM

Uma hora quase teve 100 minutos? A história da mudança que não deu certo

Fragmentos de tabuinhas de argila com escrita cuneiforme da Mesopotâmia. Foto: Divulgação

Uma hora tem 60 minutos e cada minuto reúne 60 segundos por influência do sistema sexagesimal, baseado no número 60, usado na antiga Mesopotâmia. Os sumérios, que viveram na região onde hoje fica o Iraque, empregavam essa lógica numérica em registros feitos em tábuas de argila. O número facilitava divisões: pode ser repartido por 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 20 e 30 sem frações. Com informação da BBC.

Os babilônios herdaram o sistema dos sumérios e o aplicaram a cálculos astronômicos. Eles dividiram unidades de observação do céu em partes cada vez menores, uma tradição que os gregos adotaram posteriormente. Já os egípcios haviam estabelecido a divisão do dia e da noite em 12 horas, estrutura que ajudou a consolidar as 24 horas do dia.

A França revolucionária tentou substituir esse padrão em outubro de 1793. O projeto dividia o dia em dez horas, cada uma com 100 minutos e 100 segundos, enquanto o calendário previa semanas de dez dias. A mudança exigiu adaptar relógios, afastou o país dos vizinhos e enfrentou resistência, sobretudo porque o descanso passaria a ocorrer a cada dez dias. O tempo decimal durou 17 meses e acabou abandonado em 1795.