Por que o café é essencial para bilhões de pessoas e o que a ciência explica sobre isso

O café é parte indispensável da rotina de bilhões de pessoas e até pauta de conversas diplomáticas, como a recente entre Lula e Donald Trump. Os Estados Unidos, que não produzem o grão em larga escala, dependem das importações do Brasil, maior produtor mundial. Mas o fascínio pela bebida vai além da economia e está ligado aos efeitos que provoca no cérebro.
A cafeína bloqueia a ação da adenosina, molécula que sinaliza o cansaço, criando uma sensação de energia e foco. “A ligação da cafeína com os receptores de adenosina melhora a nossa vigília porque diminui a sinalização de cansaço”, explica Antonio Herbert Lancha Junior, da USP. Essa ação acelera o raciocínio, aumenta o estado de alerta e melhora o desempenho, embora possa comprometer a qualidade do sono.
Segundo a nutricionista Manuela Dolinsky, o hábito também envolve prazer e interação social. “Tomar café é quase sempre um comportamento situado: envolve o horário do dia, as pausas do trabalho, a interação social, o aroma, a temperatura e até o som da xícara”, diz. Para o neurologista Octavio Marques Pontes Neto, “a ciência ainda sabe pouco sobre como os fatores sensoriais interagem com a ação farmacológica da cafeína”.
