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Por que o estresse muda nosso apetite e leva à compulsão alimentar

Imagem ilustrativa. Foto: Divulgação

O estresse altera o funcionamento do corpo e pode mexer diretamente com o apetite, causando tanto a perda de fome quanto o impulso por alimentos calóricos. Especialistas explicam que essa reação começa no hipotálamo, parte do cérebro responsável por ativar hormônios como adrenalina e cortisol.

Em situações de curto prazo, essa resposta ajuda o organismo a lidar com desafios, mas quando o estresse se prolonga, ele pode provocar insônia, ansiedade, ganho de peso e até favorecer quadros de diabetes. O estresse ainda interfere na comunicação entre o cérebro e o sistema gastrointestinal, o que explica por que algumas pessoas deixam de comer enquanto outras procuram açúcar para obter energia rápida.

Quando o corpo permanece sob tensão por longos períodos, há um aumento do açúcar no sangue e uma eficácia menor da insulina, criando um ciclo que estimula ainda mais o consumo de doces e carboidratos simples. A orientação é atuar preventivamente. Sono adequado e atividade física regular ajudam a reequilibrar os hormônios do estresse e reduzem a compulsão alimentar.

Outro ponto é evitar a compra de alimentos ultraprocessados e optar por refeições pequenas e nutritivas ao longo do dia. Proteínas, fibras e carboidratos complexos são escolhas mais apropriadas em períodos de tensão. Limitar o consumo de álcool também é recomendado, já que ele costuma ser usado como válvula de escape.