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Por que o público brasileiro não vê “A Odisseia” no formato integral

Matt Damon e Himesh Patel em cena de A Odisseia
Matt Damon e Himesh Patel em cena de “A Odisseia”. Foto: Divulgação

“A Odisseia”, novo filme de Christopher Nolan, entrou em cartaz em 16 de julho com quase três horas de duração e foi gravado inteiramente em Imax. A experiência idealizada pelo diretor, porém, não chega completa ao público brasileiro: o país não tem salas com projetor analógico de película 70mm, formato original do longa.

Apenas 41 salas no mundo exibem filmes nesse padrão, a maioria nos Estados Unidos e no Canadá. No Brasil, existem 12 salas com tela digital Imax, mas elas usam proporção 1.90:1, enquanto “A Odisseia” foi captado em 1.43:1. Com isso, parte da imagem superior e inferior se perde nas sessões brasileiras. Ainda assim, o Imax digital segue como a opção mais próxima do formato pensado por Nolan, por oferecer tela ampliada, contraste superior e áudio mais potente do que salas convencionais, geralmente em 2.39:1.

A Imax afirmou que busca ampliar a disponibilidade do formato em sua rede global. “Adoraríamos ter mais sistemas IMAX 70mm disponíveis para o número crescente de cineastas que desejam criar e exibir seus filmes nesse formato único. Não medimos esforços para disponibilizar mais projetores de filme em nossa rede global, e isso inclui explorar novas tecnologias de projeção”, disse a empresa.

Em São Paulo, há três salas Imax em exibição: Cinépolis JK Iguatemi, Cinesystem Pompéia e UCI Anália Franco, com ingressos de inteira entre R$ 50 e R$ 78 de quinta a domingo.

Veja o trailer: