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Por que seu filho não se cansa de ver “Moana”; entenda o “efeito cardápio chinês”

Moana
Moana: Um Mar de Aventuras (2016). Foto: Divulgação/Disney

A vontade das crianças de assistir repetidamente a animações como “Moana”, “Frozen” e “Encanto” está ligada ao conforto proporcionado por histórias conhecidas. Diante de muitas opções, o cérebro tende a escolher algo que já sabe que será agradável, fenômeno associado ao paradoxo da escolha e chamado por pesquisadores de “efeito cardápio chinês”.

Na infância, a repetição também funciona como uma forma de aprendizado. Ao rever a mesma narrativa, a criança consegue antecipar acontecimentos, compreender emoções, ampliar o vocabulário e perceber detalhes que haviam passado despercebidos. O que parece entediante para um adulto pode representar o nível adequado de desafio para o cérebro de uma criança pequena.

“Moana” combina esse mecanismo com músicas marcantes, personagens reconhecíveis e uma história de aventura e autonomia. Lançada em 2016, a animação tornou-se a mais assistida da história do Disney+, com mais de 1,5 bilhão de horas de exibição, enquanto o filme original e sua sequência figuram entre as maiores bilheterias de animações da Disney.