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Por que trens não têm cintos de segurança, segundo especialistas

Trem de passageiros
Trem de passageiros – Reprodução

Os trens não são o meio de transporte mais comum no Brasil, mas quem já viajou pela ferrovia Vitória-Minas, pela Estrada de Ferro Carajás ou em linhas europeias pode ter notado um detalhe: não há cintos de segurança nos assentos. Ao contrário de carros, ônibus e aviões, o item não é obrigatório em trens, sendo exigido apenas nos assentos destinados a pessoas com deficiência.

Segundo engenheiros e especialistas em transporte, a ausência dos cintos não está ligada à falta de cuidado com a segurança, mas a fatores técnicos e práticos. Em caso de colisão, os passageiros de trens se movimentam mais livremente dentro dos vagões, o que reduz o risco de ferimentos graves associados ao uso do cinto em estruturas fixas.

Relatórios de segurança ferroviária indicam que as lesões mais comuns em acidentes ocorrem pelo impacto do corpo contra assentos ou laterais. Como os bancos dos trens são projetados para absorver choques e limitar o movimento corporal, o uso do cinto poderia até aumentar o risco de ferimentos, em vez de preveni-los.