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Porteiros viram rede de apoio contra solidão de idosos que moram sozinhos

Porteiro Luiz Carlos Barreto conversa com a idosa Katy Cox
Moradores do mesmo condomínio – Foto: Reprodução

O olhar atento de porteiros para a rotina de idosos que vivem sozinhos pode formar uma rede informal de apoio em condomínios. Mudanças como uma ausência incomum, dificuldade para caminhar ou um pedido de ajuda podem mobilizar funcionários e vizinhos em situações de emergência, sem retirar a autonomia dos moradores.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde, divulgado em junho de 2025, apontou que 11,8% dos idosos no mundo experimentam solidão. Entre as mulheres, a proporção chega a 13%, contra cerca de 9,9% entre os homens. Especialistas alertam que o isolamento persistente pode contribuir para a redução da mobilidade, o afastamento de atividades e a perda de independência.

Em junho de 2026, a Prefeitura de Belo Horizonte criou o programa Porteiro Amigo do Idoso, que oferece capacitação facultativa e gratuita para trabalhadores identificarem vulnerabilidade, violência e maus-tratos. Os profissionais aprendem primeiros socorros e técnicas de comunicação, mas a orientação é que não assumam funções de familiares, cuidadores ou profissionais de saúde.