Justiça afasta prefeito de cidade no Paraná por suspeita de nepotismo

O Ministério Público do Pará (MPPA) apontou que 33 parentes de 11 dos 13 vereadores de Porto de Moz integravam a folha de pagamento da prefeitura. A informação consta em ação de improbidade administrativa que discute possível nepotismo e ocorre após o afastamento cautelar do prefeito Rivaldo Campos (MDB) por 90 dias.
Segundo a ação, apenas Clezo Santana Ferreira e Cleidimar Barbosa do Nascimento, conhecido como Chicuta, não tinham familiares empregados pelo município. Os dois vereadores fazem oposição a Rivaldo Campos. Entre os parlamentares citados, Rosiclei Benaion Malaquias, o Tchocco, concentra cinco irmãos na estrutura municipal; Edson André Salviano Campos, Gederson Santos de Sousa e Jorge Souto da Silva tinham quatro parentes cada um.
Para o promotor Drummond Ataíde Moraes, as contratações sem processo seletivo podem comprometer a independência da Câmara para fiscalizar o Executivo. A investigação também cita que cerca de 70% dos servidores de Porto de Moz não são concursados e aponta um possível aparelhamento político da administração municipal.
