Prefeitura de São Paulo vai fechar maternidade referência em partos de prematuros

Uma maternidade referência no tratamento de bebês recém-nascidos de alto risco será fechada pela prefeitura de São Paulo em agosto. Todos os funcionários da maternidade do Hospital Municipal Gilson de Cássia Marques de Carvalho – Santa Catarina, na zona sul da cidade, serão demitidos e o serviço remanejado. A informação é do UOL.
De acordo com a prefeitura, o hospital passa por uma reestruturação e o foco será ampliar o atendimento oncológico. Os casos de bebês prematuros de alto risco serão encaminhados para a maternidade do Amparo Maternal.
A reestruturação do hospital não teria relação com o número de atendimentos na UTI neonatal ou a qualquer questão associada à maternidade, conforme funcionários do hospital, que pediram para não ser identificados. O problema estaria na negociação de recursos entre o Einstein, organização social responsável pela gestão do hospital, e a prefeitura.
Atualmente, o Hospital Municipal Vila Santa Catarina necessita de R$ 42 milhões por mês para manter todas as atividades. No entanto, a gestão de Ricardo Nunes (MDB) decidiu congelar o orçamento da unidade em R$ 37 milhões, criando um déficit mensal de R$ 5 milhões. Como não houve um acordo sobre valores, o prefeito optou por fechar a maternidade.
A maternidade é responsável por realizar 300 partos de risco por mês, possui mais de 550 internações ao ano na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e na semi-intensiva. Ao longo do ano, cuida de 60 prematuros com menos de 1,5 kg e mais de 60 casos de pré-natal de alto risco.