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Presa nos EUA, brasileira diz que patrão matou esposa para ficar com ela

Juliana Peres Magalhães durante audiência nos EUA. Foto: Reprodução

A brasileira Juliana Magalhães (23), presa nos Estados Unidos desde 2023, afirmou em depoimento à Justiça que o chefe, Brendan Banfield, teria planejado o assassinato da própria esposa para manter um relacionamento com ela. Segundo a jovem, a decisão de falar ocorreu após meses de silêncio, por não conseguir mais conviver com “a vergonha, culpa e tristeza”.

De acordo com o testemunho, a morte de Christine Banfield teria sido planejada ao longo de meses, com criação de álibis e versões antecipadas do crime. Juliana relatou que, junto com Banfield, criou um perfil em uma rede social voltada a fetiches sexuais, usando o nome da vítima, para atrair um homem até a residência. A intenção, segundo ela, seria encenar “uma fantasia de estupro”.

No depoimento, Juliana afirmou que a porta da casa foi deixada destrancada para a entrada do homem e que, durante o ataque, Banfield atirou nele e, em seguida, esfaqueou a esposa. Após o crime, a brasileira ligou para a polícia dizendo que a patroa estava ferida. Em seguida, Banfield assumiu o telefone, se identificou como agente do FBI e afirmou ter matado o suposto agressor. A gravação dessa ligação foi apresentada ao júri.

O caso ocorreu em fevereiro de 2023, no condado de Fairfax County, e vitimou Christine Banfield e Joseph Ryan. Juliana, que vivia na casa como au pair e cuidava da filha do casal, responde por homicídio de segundo grau e está presa sem direito a fiança.