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Presidenciáveis perdem engajamento no Facebook; Doria e Ciro são os mais atingidos

 

Do Globo:

Ainda mais estratégicas na eleição de 2018, a primeira presidencial sem permissão para doações de empresas, as redes sociais, terra dos memes e polarizações, já não estão hoje tão interessadas nos principais cotados para a disputa como no início do ano. Levantamento do Núcleo de Dados do GLOBO revela que em junho os perfis de sete presidenciáveis no Facebook somaram queda de 66% em suas interações mensais em comparação a janeiro, quando apresentaram pico de curtidas, comentários e compartilhamentos nos últimos seis meses.

Isso significa que a média de interações por cada postagem, considerando todos os possíveis candidatos, caiu de 42,8 mil para 14,6 mil. Em números absolutos, o total de curtidas, comentários e compartilhamentos passou de 13,5 milhões para 7,1 milhões no último mês. Todos os presidenciáveis chegaram com saldo negativo ao fim do primeiro semestre.

Na média mensal por postagem, espécie de taxa de aproveitamento na rede social, apenas Marina Silva (Rede) registrou alta no mês passado (22%). A ex-senadora, porém, tem baixa frequência de postagens e ainda atinge menos usuários dispostos a interagir com suas publicações que seus principais concorrentes.

Os mais atingidos pela queda de interações foram o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e Ciro Gomes (PDT). Ambos perderam 74% dos compartilhamentos, curtidas e comentários. A terceira maior queda proporcional ocorreu na página oficial do ex-presidente Lula, que viu seu total de interações cair 63% frente a janeiro, após apresentar alta de engajamento em fevereiro.

DORIA PERDE LIDERANÇA PARA BOLSONARO

Doria chegou a ultrapassar o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) em número de interações a partir de fevereiro, mas voltou a ficar em segundo lugar no mês passado. Como mostrou O GLOBO no início do ano, o tucano paga do próprio bolso uma equipe exclusivamente para cuidar dos seus canais nas redes sociais. O levantamento mostra, no entanto, que a estratégia já não tem o mesmo efeito que tinha no início do seu mandato na prefeitura de São Paulo.

No caso de Ciro Gomes, a comparação é com março, quando o ex-ministro criou sua página oficial no Facebook. Por lá, não é raro encontrar usuários que reclamam da falta de profissionalismo do seu perfil, em que é possível encontrar até vídeo transmitido quase de cabeça para baixo e imagens esticadas pela falta de qualidade. “Tem que chamar um cameraman melhor para a campanha eleitoral”, comenta um simpatizante. “Por enquanto eu quero manejar esta página pessoalmente (estou aprendendo). Não quero ainda entregar minha comunicação aos profissionais. Quero, até onde der, manter minha participação aqui completamente pessoal”, publicou Ciro Gomes em março.

A maioria dos presidenciáveis, por outro lado, ampliou o total de seguidores em seis meses. Bolsonaro (4,3 milhões de seguidores), Lula (2,9 milhões) e Doria (2,8 milhões) lideram o ranking. As páginas de Marina Silva e José Serra (PSDB-SP) foram as únicas que perderam curtidas nesse período.

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