De IA a confisco de bens: o que presidenciáveis prometem contra corrupção

A preocupação dos brasileiros com a corrupção subiu de 14% para 22% em 12 dias, apontou pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (14). Diante do avanço de oito pontos percentuais, os candidatos à Presidência nas eleições de 2026 apresentaram propostas que incluem inteligência artificial para detectar fraudes, fiscalização de gastos públicos, rastreamento de emendas parlamentares e punições para desvios. Com informações do g1.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe aprofundar o Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025–2027, ampliar o Portal da Transparência com dados abertos e inteligência artificial e fortalecer a Ouvidoria-Geral da União. Flávio Bolsonaro (PL) defende reforçar a Lei das Estatais, adotar critérios de mercado para cargos de direção e ampliar a rastreabilidade das emendas. Romeu Zema (Novo) propõe elevar penas, restringir o foro privilegiado e condicionar a progressão de regime à devolução dos valores desviados.
Outros candidatos apostam em medidas como confisco de bens, integração de bases de dados e monitoramento de contratos. Ronaldo Caiado (PSD) defende um sistema nacional com órgãos de controle e uma plataforma para identificar empresas de fachada e beneficiários ocultos, enquanto Augusto Cury (Avante) propõe uma rede de cidadãos e instituições para acompanhar recursos públicos. Os planos de governo, porém, não detalham integralmente cronogramas, custos, fontes de recursos, indicadores ou mudanças legais necessárias para executar as propostas.
