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Presidente da Parada LGBT diz que não vai puxar nem ‘Lula Lá’ e nem ‘Fora Bolsonaro’

Foto: Karime Xavier

Em sua 26ª edição, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo faz um retorno de natureza política. O evento quer defender a importância do voto e da democracia e está marcada para acontecer neste domingo (19), a partir da 10h, na avenida Paulista.

Questionada sobre o tema do evento, a presidente da organização da parada, Claudia Regina dos Santos Garcia, respondeu que não haverá nenhuma manifestação partidária durante a realização do evento. “Não vou puxar nem ‘Lula Lá’ nem ‘Fora Bolsonaro'”, declarou.

“Não vou discursar a favor ou contra um candidato, somos um movimento suprapartidário. Mas defenderemos um voto que seja representativo dos nossos direitos, um voto progressista, tanto no executivo como no parlamento”, continuou.

Porém, Garcia afirmou que durante o governo Bolsonaro houve retrocesso na garantia dos direitos LGBTQIA+. E aproveitou para fazer críticas a falta de recursos públicos direcionadas a campanhas de conscientização e políticas inclusivas, entre outras medidas da atual gestão.

A presidente da organização citou o apoio à comunidade no passado uma série de palestras realizadas na rede de ensino pública em 2005 pela organização da parada. “Íamos às escolas para falar de diversidade. Hoje não existe espaço para isso”, explicou. Além de citar, mais recentemente, o fechamento do Museu da Diversidade Sexual por determinação da Justiça, que ocorreu em abril.

Ela ainda relatou que tem recebido mais denúncias e notícias de violências cometidas contra a comunidade gay, “a um nível que não se via desde os anos 1970”. “Ao mesmo tempo está havendo uma reação da sociedade contrária a esse comportamento”, concluiu.

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