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Presidente do Bayern de Munique pode pegar 10 anos de cadeia por sonegação

O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, começa a ser julgado hoje em Munique por fraude fiscal. Uma das personalidades mais populares entre os alemães, ele é acusado fraudar o fisco e de realizar transações bilionárias na Suíça.

Ele pode pegar até dez anos de prisão em regime fechado.

No comando de um dos maiores clubes do mundo, que na última temporada conquistou tudo, incluindo a Liga dos Campeões da Europa e o Mundial de Clubes, Uli Hoennes ganhou fama de modelo exemplar pelo seu engajamento social e por ajudar qualquer pessoa do Bayern em dificuldade.

Fora dos gramados, ele discutia ética com a chefe de governo Angela Merkel e criticava publicamente os que especulavam contra produtos agrícolas no mercado financeiro.

A Alemanha ficou em estado de choque ao descobrir sua outra face: a de um especulador compulsivo que usava uma conta secreta na Suíça para driblar o fisco alemão. Ele apostava dia e noite nas taxas de câmbio envolvendo o iene, dólar e a libra esterlina. No total, foram 33 mil transações nos últimos sete anos, segundo os investigadores.

Uli Hoennes confessou que havia exagerado.

Ele é acusado de não ter pago à receita alemã 3 milhões e meio de euros (R$ 11,3 milhões) de imposto entre 2003 e 2009, sobre uma renda de 30 milhões de euros (R$ 97 milhões).

Hoennes chegou a retificar sua declaração de renda e pagou o que devia, mas o procurador de justiça considera sua declaração inválida e feita tarde demais. Se condenado, poderá pegar 10 anos de prisão e terminar de maneira melancólica sua impressionante carreira no Bayern de Munique onde foi jogador nos anos 70 antes de se transformar em um dirigente vitorioso.

Saiba Mais: RFI