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Presidente do TJ-RJ quer ‘maior campanha’ contra violência doméstica após assassinato de juíza

Do Globo

Paulo José Arronenzi foi preso por matar ex-mulher, a juíza Viviane Arronenzi, a facadas Foto: Reprodução

Presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), o desembargador Claudio de Mello Tavares fez uma manifestação de repúdio contra o caso de feminicídio que vitimou a juíza Viviane Arronenzi e de homenagem a então colega.  Ao destacar a bandeira “Toda mulher tem direito a uma vida livre de violência”, levantada pelo TJ-RJ, Tavares lembrou do compromisso de fortalecimento da rede estadual de enfrentamento à violência contra a mulher no Rio e defendeu “a maior campanha de todos os tempos contra a violência doméstica” a partir deste caso. Em sua carta, o desembargador se coloca à disposição de todo apoio institucional necessário para os familiares de Viviane.

“Na véspera do Natal, dia em que famílias estavam unidas, revestidas de bondade e compaixão, amando-se uns aos outros, buscando a paz nestes tempos difíceis, fomos todos surpreendidos pela trágica notícia do feminicídio que vitimou a juíza de Direito Viviane Vieira do Amaral Arronenzi,  brutalmente esfaqueada pelo ex-marido e pai de suas três filhas menores.

Trata-se de um crime hediondo, que se caracterizou por uma forma extrema de crueldade, cometido por um homem tomado pelo ódio que, possivelmente, achava que havia perdido sua “propriedade”. “Toda mulher tem direito a uma vida livre de violência” – com essa bandeira, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, através de seus órgãos administrativos e, sobretudo, de seus magistrados vem ratificar o seu compromisso de fortalecimento da rede estadual de enfrentamento à violência contra a mulher neste Estado, cujo trabalho em equipe com diversos órgãos parceiros vem permitindo um efetivo acesso à Justiça aos casos de violência doméstica e feminicídio. (…)