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Presidente de grupo de hospitais e plano de saúde é acusado de crime sexual

Fachada do Hospital Igesp, em São Paulo
Fachada do Hospital Igesp, unidade do grupo Trasmontano em São Paulo. Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo revogou nesta quinta-feira (20) a decisão que permitia a Fernando José Moredo, presidente do grupo Trasmontano Saúde, permanecer no cargo durante a apuração de acusações de crimes sexuais. Moredo, de 85 anos, havia sido impedido de entrar no Hospital Igesp na segunda-feira (17), mas uma decisão judicial autorizou seu retorno no dia seguinte.

O magistrado voltou atrás após representantes da empresa relatarem que o empresário teria constrangido funcionários envolvidos nas apurações, ameaçado rescindir contratos de denunciantes e articulado nomeações. Uma comissão interna já havia decidido afastá-lo em maio, quando começaram os relatos de ao menos quatro funcionárias, entre gerentes, assessoras e analistas.

Os depoimentos descrevem comentários de teor sexual, tentativas de toques indesejados e perguntas sobre a intimidade matrimonial das funcionárias. Uma testemunha afirmou que os episódios duraram quase 25 anos e levaram mulheres a interromper reuniões individuais e a evitar que jovens aprendizes ficassem sozinhas com Moredo. A defesa nega as acusações, sustenta que não teve acesso integral aos documentos e às gravações da apuração e afirma que vai recorrer da decisão.