Preso que recebeu oito “últimas refeições” e nunca foi executado morre aos 101 anos

O preso mais velho dos Estados Unidos, identificado como Smith, morreu aos 101 anos depois de passar mais de sete décadas sob custódia. Condenado pelo assassinato do vigia noturno Grover Hart, em Connecticut, ele recebeu oito vezes a chamada “última refeição”, mas nunca foi executado. Em 1954, a Justiça comutou sua pena de morte para prisão perpétua.
Smith foi acusado em 1949 e condenado no ano seguinte, quando tinha 25 anos. A condenação enfrentou questionamentos ao longo dos anos: testemunhas retiraram depoimentos, outro detento confessou o crime posteriormente e o major Leo Carroll, que participou do interrogatório, afirmou ao Conselho de Indultos que nem tinha certeza de que Smith estava presente no assassinato.
Após breves períodos fora da prisão, Smith recebeu liberdade condicional supervisionada em 2020 e se mudou para uma instituição de longa permanência. Ele morreu dormindo, em junho, de causas naturais, segundo David Skoczulek, porta-voz do local. Um estudo de 2025 apontou que a população carcerária dos EUA com 55 anos ou mais cresceu quase 400% entre 1991 e 2021.
