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“Atropelava todo mundo”: como o pequeno Vini Jr já chamava atenção na escolinha

Cacau, Valéria e Vini Jr quando criança – Foto: Divulgação/BBC

Carlos Eduardo Beraldini, o Cacau, primeiro técnico de Vini Jr, disse à BBC News Brasil que reconhece no artilheiro da Seleção na Copa do Mundo 2026 traços do menino que treinou há cerca de 20 anos em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. “É o mesmo menino que iniciou lá atrás. Um jogador que vai para cima do adversário, e pode errar uma primeira vez, uma segunda vez, que vai tentar de novo, com muita personalidade e velocidade”, afirmou. Com informações de BBC.

Vinícius José Paixão de Oliveira Jr. chegou em 2006 à Escolinha do Flamengo no Mutuá, levado pelo pai, Vinicius José. Cacau e a esposa, Valéria Beraldini, receberam o garoto na escolinha, que atendia cerca de 200 crianças. A família morava em Porto do Rosa, a 3 km dali, e Vini já passava horas jogando bola na rua, entre brincadeiras como pipa e bolinha de gude.

Segundo Cacau, a facilidade do menino obrigou a escolinha a colocá-lo para treinar com garotos mais velhos. “Era muito fácil. O Vini pegava a bola e saía driblando todo mundo. Às vezes tinha até reclamação de alguns pais. Então logo botamos ele para treinar com os mais velhos”, contou. O técnico também relembrou a frase que ouvia de adversários e pais em competições: “Para pegar esse menino aí, não tem como, só se for de moto – ele é muito rápido!”

Em 2010, Vini passou no teste para a base do Flamengo e passou a encarar uma rotina longa entre São Gonçalo e o Ninho do Urubu, na zona oeste do Rio. A mãe, Fernanda, acompanhava o filho até a sede do clube na Gávea, enquanto o pai trabalhou em São Paulo para ajudar a família. Depois da base e do time principal do Flamengo, o atacante chegou ao Real Madrid em uma negociação de 45 milhões de euros e manteve vínculos com São Gonçalo, onde a escolinha guarda troféus, fotos e banners do jogador.