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Príncipe é barrado em palácio da Família Imperial e recorre à Justiça; entenda

O príncipe e seu palácio: Dom Pedro Tiago de Orleáns e Bragança de volta ao Palácio do Grão-Pará – Foto: Reprodução/Márcia Foletto / Agência O Globo

O príncipe Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança, de 47 anos, obteve uma liminar da Justiça após relatar que foi impedido de entrar no Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Segundo o processo, o episódio ocorreu no último dia 9, quando ele retornava ao imóvel após sair para fazer exercícios. No dia seguinte, acompanhado por advogados, ele voltou ao local, mas encontrou as fechaduras trocadas. Com informações da Globo.

A Polícia Militar informou que foi acionada para uma ocorrência de invasão de residência no endereço. Em nota, a corporação declarou que “o acusado resistiu à determinação da equipe de deixar o local. Em conformidade com os protocolos, foram utilizados instrumentos de menor potencial ofensivo para viabilizar a contenção do acusado”. A defesa afirma que o príncipe mora no imóvel desde o nascimento e conseguiu na Justiça a reintegração de posse do palácio.

Construído entre 1859 e 1861 e tombado pelo Iphan desde 1930, o Palácio do Grão-Pará é alvo de uma disputa judicial que inclui uma ação de usucapião apresentada por Dom Pedro Tiago. A Casa Imperial do Brasil informou que ele foi “privado do acesso aos seus pertences pessoais, documentos e instrumentos de trabalho”. O príncipe declarou: “Carrego o legado histórico de uma família como um fardo pesado, tecido por batalhas e lutas através do tempo; uma história contada, às vezes certa, às vezes errada. Mas é na força que brota do coração que encontro o caminho para honrar o passado, ressignificar suas marcas e escrever, com verdade, os próximos capítulos”.